sábado, 22 de maio de 2010

Cólica

Cólica? A gente responde suas dúvidas

Ela é um fantasma que aparece todo mês para cerca de 80% das mulheres, causando dor, bagunçando o humor e atrapalhando a rotina de trabalho. Apesar de (literalmente) tirar o sono, a cólica nem sempre representa um problema. Em alguns casos, é um alerta de que sua saúde corre perigo. Esclareça as dúvidas sobre o assunto e descubra como se ver livre do incômodo mensal para sempre

 
garota de calcinha rosa 
 
1. É normal ter cólica menstrual?
Sim, mas ela merece atenção (e a opinião do médico) quando é forte a ponto de incapacitar você para o trabalho, o estudo ou a ginástica e deixá-la dependente de remédios para aliviar a dor naqueles dias.
 
2. Por que dói?
Todo mês, quando a menstruação se aproxima, a produção de prostaglandina pelo organismo aumenta, pois o hormônio estimula as contrações uterinas que vão expelir o sangue menstrual. No caso de fluxo muito intenso ou de alguma alteração no útero que dificulta a saída do sangue, o corpo precisa produzir ainda mais prostaglandina, a fim de intensificar as contrações para bombear o sangue para fora. E quanto mais contração, mais dor.

3. Dá para ficar livre dela para sempre?
O tratamento com pílula anticoncepcional (de uso contínuo ou não) reduz a espessura do endométrio e diminui o fluxo menstrual, reduzindo as contrações e a dor. Mas só um especialista é capaz de definir a melhor solução para o seu caso, ou seja, não tome por conta própria.

4. Atividade física ajuda?
Sim, não só porque libera endorfinas, que têm ação analgésica, e ativa a circulação. "Mulheres que malham têm fluxo menstrual menor do que o das sedentárias, portanto menos risco de ter cólica", avisa o ginecologista Aléssio Calil Mathias, de São Paulo.

5. Tenho cólicas leves. Como posso aliviá-las sem tomar remédio? A atividade física é perfeita nesse caso. Se não quiser abusar de movimentos pesados, faça ioga, alongamento ou caminhada. Acupuntura também funciona, porque as agulhas ativam a liberação de serotonina e endorfina, aumentando o bem-estar e a tolerância à dor. A tradicional bolsa de água quente é outra aliada: posicionada abaixo do umbigo, relaxa a musculatura e aumenta a circulação local, aliviando o desconforto.

6. O que eu como influencia na cólica? Sim. "Fontes de ômega 3 (linhaça, salmão, sardinha) e magnésio (castanha-do-pará, folhas verde-escuras e cereais integrais) têm ação anti-inflamatória e ajudam a modular as contrações uterinas que provocam a dor", diz a nutricionista Marina Prieto, de São Paulo. Por outro lado, comidas gordurosas estimulam esse processo, por isso são contraindicadas. "Também é bom evitar cafeína e álcool, que ainda favorecem a eliminação dos nutrientes capazes de frear a dor", fala Valéria Paschoal, nutricionista da VP Consultoria Nutricional, em São Paulo.

7. O que é melhor: analgésico ou anti-inflamatório? No caso de cólica muito forte, o segundo, que inibe a ação da prostaglandina e tem efeito analgésico. O ideal é começar a tomar o remédio dois dias antes do início do ciclo menstrual (ou daquele dia em que você sabe que a cólica vai chegar) e parar quando acabar a dor. Não custa lembrar que o medicamento deve ser prescrito pelo seu ginecologista.

8. O médico disse que minha cólica pode ser endometriose. Como posso saber?
"Um exame de sangue específico e o ultrassom são os métodos mais comuns para detectar a endometriose, mas podem não ajudar quando ela está em estágio inicial", fala o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, de São Paulo. "A videolaparoscopia é a melhor alternativa para um diagnóstico certeiro."

O Lado Bom da Adolescência

                                                                      
A adolescência não é marcada apenas por dificuldades, crises, mal-estares, angústias. Ao se abandonar a atitude infantil e ingressar no mundo adulto, há uma série de acréscimos no rendimento psíquico. O intelecto, por exemplo, apresenta maior eficácia, rapidez e elaborações mais complexas, a atenção pode se apresentar com aumento da concentração e melhor seleção de informações, a memória adquire melhor capacidade de retenção e evocação, a linguagem torna-se mais completa e complexa com aumento do vocabulário e da expressão.
Esses acréscimos na performance global do adolescente produzem uma típica inflação do ego. Com o ego engrandecido vemos sua altivez e independência da experiência e aconselhamento dos mais velhos. Achando que “podem tudo” os adolescentes nessa fase se rebelam e elaboram um conjunto de valores inusitados e, quase propositadamente, contrário à valores até então tidos como corretos.
Quando o adolescente de ego agigantado se depara com forças contrárias, ocorrerá a inevitável disputa para ver quem pode vencer. Isso é plenamente normal ocorrendo, inclusive, na natureza animal. Ocorrendo o confronto de maneira saudável, o adolescente internalizará o valor desta experiência de forma positiva, o qual passará a fazer parte de sua identidade. Caso o confronto migre para o trauma, perderá seu valor e o processo todo perde sua função, apenas dando lugar à mágoa e ressentimentos que normalmente se descarregam sob a forma de agressão, raiva, disputa, etc.
As figuras de autoridade serão os alvos preferidos da contestação do adolescente. Nessa fase se questiona o juiz, o padre, pastor, professor. Além disso, espera-se que os conflitos de valores e de poder possam se generalizar para uma questão ideológica. Esse questionamento por parte do jovem é saudável. Demonstra que seu psiquismo está se desenvolvendo.
A noção de autoridade para o adolescente se atualiza continuamente, começando com a figura social do pai, do amigo, do professor, passando para o ídolo. Portanto, o adolescente não é tão avesso a autoridade como se propaga. Via de regra ele a reconhece em seus ídolos, ou seja, pessoas de destaque nas áreas de seu interesse. A maior dificuldade do adolescente, entretanto, está em aceitar uma autoridade imposta. A autoridade pode adquirir um espaço importante no conjunto de valores do adolescente quando se constrói através da conquista e do respeito e não submetendo o jovem à pressões.
Por causa disso, ao se pretender exercer autoridade sobre o adolescente deve-se, em primeiro lugar, munir-se da plena responsabilidade sobre sua aceitação ou não. A autoridade vai depender da maneira pela qual ela se fez sentir e compreender. Neste ponto é inevitável que a própria personalidade desta autoridade esteja madura e isenta de conflitos maiores.
As circunstâncias que envolvem conflitos, desentendimentos e brigas são absolutamente naturais nessa fase da vida e não há benefícios fugindo delas. Porém Reações Vivenciais não-normais e exageradas (neuróticas) sempre acabam sendo prejudiciais. Por neuróticas, entendemos aquelas Reações Vivenciais que são desproporcionais aos fatos que as desencadearam.